Educando o paladar
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Uma das grandes dificuldades das pessoas que decidem optar pela reeducação alimentar é educar o paladar para outros sabores, que não sejam aqueles a que estão acostumados. Infelizmente somos a geração junk food, que disponibiliza alimentos doces demais ou salgados demais, condicionando o paladar apenas para estes dois sabores. O processo de reeducação alimentar engloba não somente disciplina e equilíbrio diante do que se come, mas também a disposição em experimentar alimentos novos e principalmente mais saudáveis.
Acredito que já comentei por aqui que durante muitos anos, viciada em junk food, frutas, verduras e legumes passavam longe do meu prato. Eu geralmente dizia não gostar de algo apenas de olhar, sem nem experimentar antes. Eu fazia parte do oceano de pessoas que são classificadas como pessoas de paladar infantil, ou seja, que não ousam experimentar nada e que se acostumam a um leque reduzido de opções de cardápio. A reeducação alimentar me ajudou não somente a desenvolver meu paladar, como também a aproveitar frutas, legumes, verduras, leguminosas, etc no preparo de pratos coloridos e atraentes.
Educar o paladar segue o mesmo ritmo de qualquer processo de aprendizagem: é preciso paciência, força de vontade e principalmente disposição e mente aberta para aceitar outras possibilidades. E aí? Que tal educar o paladar e potencializar seu processo de reeducação alimentar, criando um leque maior de alimentos que possam fazer parte do seu dia a dia?
Alguns estudos apontam que uma pessoa só realmente pode afirmar que não gosta de determinado alimento depois que o experimenta depois de 10 vezes. E então? Prontos para o desafio?
posted by Janaina Calaça
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Exatamente o que aconteceu comigo. Antes da reeducação eu não sabia nem sequer como lavar as frutas e legumes. Tinha nojo de olhar para beterraba, até que resolvi aprender a gostar e agora não pode faltar. Eu também, a partir dos 11 anos, praticamente passei a comer só porcarias, foram anos de alimentação totalmente errada.
1 said this (October 30, 2008 at 6:39 pm)
É exatamente isso.. dizemos que não gostamos se nem experitamos e a R.A tem a chance de nos fazer gostar de coisas saudaveis e que na maioria das vezes nem são ruins asim como pensavamos.
Eu já mudei muito meus hábitos, graças a R.A
Beijos
2 said this (October 31, 2008 at 9:36 am)
Oiiii Jana e Fabio
nossa estou sumidinha daqui, perdi varios posts
mas agora to voltando mais ativa com os blogs e volto a visitar voces.
Educar o paladar realmente é importante,
o Ander vivia dizendo que odiava algumas coisas, mas nem tinha experimentado, algumas consegui convencer ele a experimentar e ele gostou, outras ainda estou na luta. Felizmente eu aprendi a gostar de tudo, ou pelo menos experimentar. Até cebola que eu nao suportava, experimentei e hj não vivo sem.
beijos
Lilian Raquel
3 said this (November 2, 2008 at 10:02 am)
tenho sorte de gostar de frutas e verduras, mas isso não me livra dos vícios em junk food! adorei o blog, vou voltar mais vezes.
boa semana!
4 said this (November 3, 2008 at 8:09 am)
Quanto tempo não passo por aqui… Saudade!
Bem, como nada é perfeito, e muito menos dieta de estudante de nutrição, ehauahau, e venho confessar… Eu tinha pavor de jiló, acho que só de ver já me dava arrepios. Até que um belo dia, na casa de uma colega, acabei experimentando de novo, pq ela conseguiu me convencer. E no fim, não é que gostei?
Eu ainda tinha aquela impressão que trazia comigo desde criança: jiló amargo, jiló ruim. E acredito que grande parte da nossa resistência em relação a diversos alimentos começam na infância. Insistimos em trazer para a vida adulta. Hoje como jiló sem traumas, rsrs.
É sempre bom experimentar,pois o nosso paladar muda a medida que crescemos…
Beijão Jana!
Ahh, blog novo: , ainda engatinhando pq estou atarefada, mas está lá… Apareça em alguma hora…Bjos!
5 said this (November 3, 2008 at 1:13 pm)
Bom… comigo aconteceu uma coisa diferente: sempre me foi dito que era “esquisitinha” com comida desde criança, que não comia isto, que não comia aquilo, por oposição aos meus primos “traça-tudo”.
Só em adulta, a dividir casa com outros estudantes, percebi que eu era esquisita em relação à minha família, mas já em relação a eles eu era a “traça-tudo”. Foi muito estranho! Até aos 12 anos praticamente só comi peixe, ocasionalmente vitela ou peito de frango. Fazia birras monumentais para não comer porco, enchidos, coelho, cabrito, pato, perú…
Vegetais? a mami ficava triste por eu odiar favas e couve penca. Tão triste que nunca reparou que eu comia todos os outros!
Sempre tive alguma resistência a frutas tropicais, mas banana, maçã, pera, uvas, tangerinas, comia tudo! E a mami triste por eu quase vomitar com o cheiro do maracujá!
Tão habituada fui ao meu rótulo de “biqueira” que só depois de adulta percebi a imensa riqueza da minha alimentação, pode???
Ah… bolos? eu era uma peste, recusava-me a comer bolos de aniversário por terem geralmente desenhos coloridos e – oh, esta é genial! – creme!
E agora… como é que eu engordei? simples: comecei a comer porcaria depois dos 20 anos :S
6 said this (November 6, 2008 at 1:49 pm)