Tabelas nutricionais em restaurantes e lanchonetes. É possível?

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Quando assisti ao documentário Super Size Me, do diretor Morgan Spurlock, achei muito interessante o mesmo buscar a tabela nutricional dos lanches do Mc Donald’s. Acho que muitos na época, assim como eu, se questionaram se é possível ter acesso a tais informações, que considero relevantes quando escolhemos o que estamos levando à boca. Spurlock correu atrás e, graças ao documentário, todos têm hoje uma tabelinha impressa no forro das bandeja, onde são servidos os lanches. Para uns, a tabela passa despercebida, para outros é um ponto de orientação a mais no momento de escolha dos alimentos.

Hoje, a grande maioria dos alimentos industrializados carregam suas respectivas informações nutricionais. Já estamos acostumados às tabelinhas nos supermercados, mas e as lanchonetes e restaurantes? Seria possível obter informações, como as que buscamos nos produtos industrializados, nos locais que fazemos nossas refeições quando não estamos em casa?

Alguns restaurantes e lanchonetes, apesar de ainda não terem incorporado às tabelas nutricionais aos próprios cardápios, pelo menos têm as informações em mãos quando pedimos. Uma vez na semana, por exemplo, Fábio e eu guardamos uns pontinhos e comemos uma empada no Empada Brasil e eles já contam com o serviço. Com a tabela em mãos, sabemos quantas calorias estamos ingerindo, gordura, nutrientes, etc. Não vejo questionar a presença das tabelas nutricionais como coisa de consumidor chato, como muitos pensam. Acredito que nas escolhas e na ausência delas, nós mesmos é que pagamos pela desinformação.

Meses atrás, quando estava em Salvador, consegui as informações nutricionais de uma salada de camarão. A informação já vinha ao lado do prato. Achei interessante e desde então me pergunto porque alguns restaurantes não adotam algo assim? Utopia? Talvez! Ouvimos tantos discursos ligados à responsabilidade social e saúde e a questão é deixar a parte discursiva de lado e correr atrás dos direitos. Acredito que se começarmos a questionar os locais que freqüentamos sobre tais informações, algo poderá sim mudar gradativamente. Não há absurdo nenhum em querer saber o que levamos ao corpo, absurda é a ignorância em que nos afundamos por medo de parecermos chatos. O que é mais importante? Parecer chato ao garçon ou entupir suas veias com gordura ou levar excesso de açúcar ao corpo sem saber? Talvez seja utópico ver ao lado dos pratos suas informações nutricionais, mas não custa mesmo nada perguntar.


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